No passado, codificar e-mails do zero em HTML era a regra. Mas hoje, criar e-mails não precisa ser tão difícil ou demorado.
Era isso que acontecia na Lung Cancer Research Foundation (LCRF), uma organização sem fins lucrativos que trabalha por um mundo livre de câncer de pulmão ao financiar estudos para prevenção, diagnóstico, tratamento e cura da doença. A organização atende qualquer pessoa comprometida em melhorar os resultados de quem é afetado pela principal causa de morte por câncer no mundo.
Mas a equipe estava limitada por uma plataforma de e-mail desenvolvida para outra era.
Aine Calgaro, responsável pela maior parte dos materiais de marketing da LCRF, precisava codificar manualmente os e-mails em HTML para garantir que fossem exibidos corretamente em aparelhos móveis. O sistema que usavam não oferecia análises relevantes para avaliar o que realmente engajava os apoiadores. Os formulários do site eram pouco intuitivos e pouco confiáveis, gerando poucas inscrições orgânicas.
“Tivemos pouquíssimas pessoas visitando o site e dizendo: ‘Quero me inscrever’”, conta Aine, especialista em marketing digital da LCRF. “As inscrições que recebíamos vinham de eventos ou de doações.”
Depois de migrar para o Intuit Mailchimp no outono de 2024, a fundação passou a trabalhar com um gerente de sucesso do cliente (CSM) para transformar sua estratégia de e-mail e construir um público mais saudável, robusto e engajado, além de liberar tempo para focar em sua missão.
O desafio: ferramentas desatualizadas que limitam o crescimento e os insights
O sistema antigo criava obstáculos em todas as etapas. A interface, que Aine descreve como “bem anos 90”, obrigava a equipe a recorrer a soluções alternativas que consumiam tempo e limitavam o que podiam fazer.
Aine precisava criar tudo na visualização HTML porque o editor WYSIWYG comprometia seus layouts responsivos.
“Só porque sei programar não significa que eu queira fazer isso”, diz Aine. “Ainda bem que tenho algum conhecimento antigo de ciência da computação. Nem todo mundo que trabalha com isso teria.”
As limitações iam além do e-mail. Evan Bonsett-Veal, que gerencia o banco de dados da fundação e compõe a equipe de marketing da LCRF, trabalhou por nove anos com a plataforma anterior e enfrentava dificuldades até mesmo com tarefas básicas de dados. O sistema não oferecia conectividade de API moderna, o que dificultava a integração com outras ferramentas e a automação dos fluxos de dados.
Quando o LCRF abordou a empresa para solicitar melhorias de recursos, a resposta geralmente era que não era possível ou que seria proibitivamente caro implementar.
Os formulários do site eram outro problema. Para incorporá-los, a equipe precisava inserir código manualmente. Os formulários atribuíam senhas invisíveis, criando uma experiência confusa e frequentemente exibindo páginas de erro quando alguém tentava fazer login.
O mais frustrante, porém, era a falta de dados acionáveis.
“Não fazia sentido tentar entender se algo estava funcionando”, diz Aine.
Para Evan, a natureza manual do processo significava que ele não conseguia tirar férias sem preocupação com os fluxos de e-mail.
“Não havia praticamente nenhuma automação”, comenta Evan. “Isso afetava até quando você poderia se ausentar, porque era preciso importar listas manualmente para manter, por exemplo, uma série de boas-vindas atualizada.”
