Hannah Tittle tinha 14 anos na primeira vez que curtiu música ao vivo no Riot Fest.
Ela voltou como fã ao longo dos anos antes de se dar conta de que alguém precisava montar tudo aquilo.
"Definitivamente foi a primeira experiência que tive assim em um festival", conta Hannah. "Isso mudou a trajetória do que eu queria fazer."
Hannah trabalha no Riot Fest há cerca de 10 anos, chegando ao cargo de diretora de marketing do festival de música e artes de Chicago que toma conta da cidade todo mês de setembro. As atrações variam de punk a hip-hop ou mesmo uma banda de metal liderada por William Shatner. O Riot Fest também organiza shows em clubes e eventos comunitários por toda Chicago durante o ano todo, o que significa que Hannah está promovendo algo quase toda semana.
"Há algo para todos, e não são muitos os festivais que ainda têm isso", diz Hannah. "É um dos poucos independentes restantes."
Manter-se independente significa que o público é o ativo. O Riot Fest fala diretamente com centenas de milhares de fãs, e as notícias que divulga têm prazo curto: revelação das atrações, aviso de venda de ingressos, anúncios de dias avulsos, lançamento da programação, reserva de aftershows. Os fãs esperam saber das novidades assim que ficam disponíveis e, se não souberem pelo Riot Fest, ficarão sabendo pelo feed de redes sociais ou por um amigo.
E essa é a parte que ficou mais difícil. As comunicações de marketing do Riot Fest são realizadas no Intuit Mailchimp há mais de uma década, e o e-mail sempre foi a forma como o festival cobria sua lista. Recentemente, cada vez menos pessoas estavam abrindo essas mensagens, e Hannah precisava encontrar uma nova forma de chamar a atenção do público.
O desafio: Anúncios que precisavam de uma nova caixa de entrada
A lista de e-mails do Riot Fest é um dos ativos de marketing mais valiosos do festival, montada ao longo de mais de uma década de festivais, shows em clubes e eventos comunitários. Um único envio colocava um anúncio diante de uma grande parcela da base de fãs de uma só vez.
Mas as taxas de abertura começaram a cair.
"Costumávamos ficar pelo menos na faixa de 20%, e agora estamos girando em torno de 5% toda vez que enviamos um", diz Hannah. "Então pensamos: bem, isso não está funcionando tão bem quanto antes."
Nada sobre os anúncios havia mudado. As atrações continuavam boas, e as novidades continuavam grandiosas. Mas os hábitos do público estavam se ajustando, e os e-mails promocionais às vezes iam parar em uma aba separada, muitas vezes sem nunca serem vistos — muito menos abertos.
Hannah suspeita que a idade da lista também influencia. O Riot Fest vem coletando endereços há anos sem fazer nenhuma limpeza, e parte desses contatos pertence a contas que ninguém mais abre.
"Conheço vários colegas de trabalho ou amigos que têm 50 mil e-mails não lidos", diz ela. "Eles simplesmente não checam mais."
